No crepitar insano da fogueira,
o meu pensar
flui sem nenhum verbo
pelo vale do
nada, sem barreira,
até se
defrontar com o soberbo.
João Batista
vai na sua essência
vagando o
Jordão, rumo ao Mar Morto,
quando sua
cabeça, sem clemência,
esfria nas
mãos de um desejo torto.
De volta da
abstração, o santo renasce
nos vivas
dos festeiros joaninos,
no sorriso
que lustra minha face.
É forte
tradição dos campesinos,
louvar com fervor e muita classe,
o advento de João no amor divino.
JLSC

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